Esclerose Múltipla - Tratamento



Até hoje não se descobriu nenhum remédio que leve à cura da doença ou que impeça o avanço do quadro clínico. Por ser uma doença de curso imprevisível, muitas vezes um medicamento que parece prolongar o espaço de tempo entre um surto e outro, ou até mesmo amenizar os sintomas noutros momentos, não surte o mesmo efeito. Os medicamentos utilizados são: imunossupressores, interferons (usado neste paciente), ACTH (Hormónio Adreno Corticotrópico) e capaxone.

O fisioterapeuta deve estabelecer os objectivos de tratamento para um paciente com esclerose múltipla partindo do princípio de que devemos ajudar o paciente a utilizar ao máximo as suas capacidades. As necessidades variam de um paciente para outro, sendo que essa variação se deve aos sintomas específicos apresentados pelo paciente e ao estágio evolutivo no qual se encontra a doença, indicando, portanto, que o tratamento fisioterapêutico deve ser individualizado.

A Fisioterapia na Esclerose Múltipla

Colocado por Vorty a 07.07 2007

As metas a atingir pelo fisioterapeuta são:

  1. Reeducar e manter todo o controle voluntário encontrado;
  2. Reeducar e manter os mecanismos posturais normais;
  3. Manter total amplitude de movimento de todas as articulações e tecidos moles e ensinar o paciente e/ou seus familiares procedimentos adequados de estiramento com o intuito de evitar contracturas;
  4. Incorporar técnicas de tratamento no “modus vivendi”, através de um relacionamento de actividade quotidianas adequadas a fim de assegurar a manutenção de qualquer aperfeiçoamento;
  5. Oferecer conselhos sobre o uso sensível de energia;
  6. Evitar o uso de movimentos anormais que são ineficientes e cansativos e que podem inibir a função;
  7. Inibir qualquer tónus anormal;
  8. Estimular todas as experiências

 

O fisioterapeuta pode actuar tanto na fase aguda (pós-surto) quanto na fase remissiva, tomando alguns cuidados. Na fase aguda, os exercícios devem ser mais passivos, as pausas de recuperação mais longas, os exercícios, objectivam básicamente, manter as amplitudes de movimento e evitar complicações secundárias, conforme a evolução, podemos adicionar exercícios activos sem que ocorra muito gasto energético.


Já na fase remissiva os exercícios activos serão mais intensos, mas sempre intercalados por pausas de recuperação, de modo que não ocorra a fadiga, nem o aumento da temperatura corpórea. Estes exercícios activos contêm um maior grau de interesse neste caso específico pois o paciente encontra-se nesta fase remissiva.

O portador de esclerose múltipla necessita também de orientação nutricional adequada para que tenha uma dieta equilibrada e também de acompanhamento psicológico devido às alterações emocionais e de personalidade que ocorrem devido ao próprio desconhecimento da doença, pelo medo do surto, das sequelas pós-surto e até mesmo por falta de um tratamento adequado que leve à cura da doença.

 

Links Patrocinados

Links