A Fisioterapia na Esclerose Múltipla
As metas a atingir pelo fisioterapeuta são:
- Reeducar e manter todo o controle voluntário encontrado;
- Reeducar e manter os mecanismos posturais normais;
- Manter total amplitude de movimento de todas as articulações e tecidos moles e ensinar o paciente e/ou seus familiares procedimentos adequados de estiramento com o intuito de evitar contracturas;
- Incorporar técnicas de tratamento no “modus vivendi”, através de um relacionamento de actividade quotidianas adequadas a fim de assegurar a manutenção de qualquer aperfeiçoamento;
- Oferecer conselhos sobre o uso sensível de energia;
- Evitar o uso de movimentos anormais que são ineficientes e cansativos e que podem inibir a função;
- Inibir qualquer tónus anormal;
- Estimular todas as experiências
O fisioterapeuta pode actuar tanto na fase aguda (pós-surto) quanto na fase remissiva, tomando alguns cuidados. Na fase aguda, os exercícios devem ser mais passivos, as pausas de recuperação mais longas, os exercícios, objectivam básicamente, manter as amplitudes de movimento e evitar complicações secundárias, conforme a evolução, podemos adicionar exercícios activos sem que ocorra muito gasto energético.
Já na fase remissiva os exercícios activos serão mais intensos, mas sempre intercalados por pausas de recuperação, de modo que não ocorra a fadiga, nem o aumento da temperatura corpórea. Estes exercícios activos contêm um maior grau de interesse neste caso específico pois o paciente encontra-se nesta fase remissiva.